Saturday, September 6, 2008

Noticias... apenas noticias...

Alo, pessoal!

Depois de pouco mais de dois meses sem dar as caras aqui, estou de volta com algumas novidades.

Notem bem, estive em modo offline durante esse tempo, mas nao estive parado; apenas sem conexao a internet.

Vou tentar ser breve:

Morava em Leeds, e trabalhava de barista num Caffe Nero. Minha mae e minha avo vieram passar ferias na Europa. Eu, que tinha ferias acumuladas, tirei uns vinte e poucos dias e fui a Espanha encontra-las. Passamos duas semanas na Espanha, na qual diriji um pouco mais de 3000km, o que significou ir de Barcelona ate Santiago de Comspotela, e ainda um pulinho a Toulouse, e depois fomos a Paris - de aviao - por uns tres dias, e depois voamos a Leeds, onde elas ficaram lah em casa por uma semana.

Depois que levei-as ao aeroporto de Liverpool para regressarem a Espanha, as coisas comecaram a desandar um pouco... err... nao, nao vai dar pra ser breve, nao. Vou escrever como sempre, e para quem for se aventurar a ler, separa uns cinco minutos ai, pois o texto vai crescer.

Bom... meu gerente no Caffe comecou a cismar comigo, e sem ter uma razao logica para me mandar embora, comecou a fazer a minha vida bem miseravel, ate que eu perdesse a paciencia e pedisse pra sair ("pede sair! Pede pra sair!"). Como ele fez isso? Simples. Sem muito esforco. Fazia escalas ridiculas, como me pondo pra trabalhar por apenas quatro horas num dia, no outro me mandando cobrir um turno de alguem numa cidade ao redor de Leeds, que apesar de ser maneiro conhecer gente nova, era numa loja que abria as sete da manha, o que me forcava a acordar por volta das cinco e meia da matina, etc. Depois, disse que nao estava satisfeito com meu rendimento, e me "rebaixou" de chefe de equipe a barista em treinamento novamente - ou seja, desci os dois degraus que ele mesmo havia me promovido quando eu ainda tinha menos de dois meses de empresa. Embora isso nao me afetasse nem psicologicamente nem financeiramente - tive que voltar a usar uma camisa vermelha com os dizeres barista in training, ao inves da camisa preta que normalmente os baristas e os chefes de equipe usam -, ele decidiu me tornar part-time (meio-expediente), ou seja, maximo de vinte horas semanais, ao inves do full-time (expediente completo) que eu estava acostumado, que era numa media de 35 a 40 horas semanais. Dito isto, e lembrando que na Inglaterra recebe-se por hora trabalhada, da pra imaginar o inferno financeiro que a minha vida ia virar em pouco tempo...

Some a isso o fato de que eu havia acabado de voltar de ferias, onde sempre gasta-se dinheiro, e que a epoca era de mudanca de endereco, pois o contrato da casa onde eu morava ia acabar ao meio-dia de primeiro de julho. E para alugar uma casa, voce tem que pagar um deposito e o primeiro aluguel de uma vez soh... Ah, tem mais uma. Meu carro, que ha pouco teve o radio roubado - vide post de oito de abril - acabara de ser reprovado na vistoria, o que me impedia de pagar o imposto para continuar com ele na rua, e o custo dos reparos ia sair mais caro que o valor do carro.

Pronto. Estava formado meu pesadelo...

O trabalho eu poderia resolver de forma simples: sairia da moleza de trabalhar apenas durante o dia no Caffe, e voltaria a trabalhar em pubs, o que iria roubar minhas alegres noites de bebedeiras e conversas. Mas tudo bem. Teria rapidamente grana pra reformar o carro, ou comprar outro, e alugar uma casa, e etc. Mas tudo veio assim, do nada... E o dia da mudanca chegando... cheguei a pensar em ir morar na casa do Leo e do Martins, mas eles tambem foram pegos de surpresa, e uma ordem de despejo fez com que eles fossem morar nas casas das respectivas namoradas... Cheguei a pensar em arrumar uma pra mim, mas desisti, pois nao ia dar tempo de pegar tanta intimidade, a ponto de pedir pra ir morar junto... Confesso que estacionar o carro nos fundos do Caffe Nero e dormir nele foi uma hipotese seriamente cogitada...

E tambem eu sabia que embaixo da ponte eu nao ia morar. Varios amigos me ofereceram "um teto", como a Laura, que trabalhava no Nero comigo, ou o Brookie e o Bates, que moravam lah em casa... bom, o Bates nao morava lah em casa, mas vivia lah. Mas enfim... sabia que os ingleses que conheci ali em Leeds nao iam me deixar na mao... mas eu tinha que agir rapido.

Aih, numa bela noite, ou melhor numa tarde de sabado, o Martins me liga, me chamando pra ir jogar sinuca e beber uns pints nos pubs ali de Headingley, o bairro aonde eu morava em Leeds. Meio desanimado, mas com uma puta vontade de beber uma cerva, aceitei e fui lah.

Lah chegando, encontrei com ele e com a Heather, sua namorada, e logo juntaram-se a nos o Rafael e a Luciana, dois paranaenses que conheci lah em Leeds. O Martins me contou que tava indo embora de Leeds na manha seguinte, pois no dia anterior havia conseguido um emprego lah no sul. Me disse tambem que havia a possibilidade de uma segunda vaga, e que se eu quisesse, podia ir com ele no domingo a tarde pra lah, e conhecer o cara, e ver se rolava ou nao de pegar o trampo, como os brasileiros aqui costumam dizer. Vale lembrar que a maior parte dos brasileiros aqui na Inglaterra sao de SP, GO, PR e MG, mais ou menos nessa ordem aih mesmo, entao termos alheios ao vocabulario carioca sao lancados a torto e a direito, o que me faz por diversas vezes interromper as conversas por literalmente nao saber o que significa uma determinada palavra. Mas continuando...

Naquela noite ainda fomos ao ¡Viva Cuba!, que eu particularmente acho uma merda, mas ficamos de encontrar com mais alguns brasileiros (PR) ali, e depois ao Revolution, onde encontramos o Leo (SC) e o Ricardo (PR), e ali sim, deu pra matar a saudade dos bons tempos de Leeds, pois foi dali que eu e o Leo conhecemos e gostamos da cidade, quando ainda moravamos em Horton. Musica boa, precos modicos, e uma mulherada pra lah de louca... ah, vodca gratis tambem: umas garotas da casa andam pela pista com umas garrafas cheias do que pode ser dito que eh uma versao mais elaborada do que a gente conhece por Gummy no Rio, e voce levanta a cabeca, abre a boca, e elas jogam uns cinco segundos de goroh em voce. E que voce nao se mexa, senao tu se molha todo... Enfim, ali passamos a noite, ate umas tres da matina.

No domingo acordei cedo, pois ja era dia 29 de junho, e a data da mudanca tava chegando. Continuei minhas arrumacoes, e apos quase tudo concluido, parei pra pegar a estrada com o Martins. Por volta das tres da tarde, ele chegou lah e partimos. Pegamos a M1 no sentido Londres, mas o destino ainda era bem depois. Fomos ate Aldershot, no condado de Hampshire, a sudoeste da Inglaterra. Sete horas de viagem mais tarde, ainda fomos descobrir que Aldershot era aonde ele ia trabalhar. O lugar que ele ia morar era em uma cidade chamada Farnborough, no mesmo condado, mas umas quatro milhas antes... Voltamos, e conhecemos as pessoas que moravam na casa (falarei delas mais adiante), e fomos dormir. Como chegamos tarde, perdi a chance de conhecer o cara que poderia me arrumar o tal do trampo...

Na manha seguinte, acordei cedo, pois havia comprado passagem de onibus para retornar a Leeds as 08:30am. No caminho, que levava tanto a rodoviaria quanto a Aldershot, o Martins me convenceu a perder o onibus e ir na empresa, pra ver se a tal da vaga ainda estava aberta. Vinte e nove libras mais pobre, eu fui.

Chegando lah, conheci o cara, e enquanto fumavamos um cigarro, consegui o emprego. Em menos de dez minutos... cheguei a pensar que as vezes o fumo nao eh tao prejudicial assim... mas deixa isso pra lah.

O cara - Darren, o nome dele - perguntou se eu poderia comecar no dia seguinte. Eu disse que seria complicado, pois estava de mudanca em Leeds, e teria que regressar para pegar minhas coisas, e tal. E como uma viagem dessas nao eh nenhuma Rio-Niteroi, nao daria tempo de fazer tudo de um dia pro outro... mas ele entao disse que era pra eu me ajeitar, e voltar em dois dias. Otimo.

Peguei um trem pra Londres, e de la fui pegar um onibus pra Leeds. Mas nao haviam. Estavam todos lotados. E eram por volta das quatro da tarde de segunda, trinta de junho. E ao meio-dia do dia seguinte, os novos moradores da casa estariam lah. Teria que dar um jeito de chegar em Leeds pra fazer a mudanca... Taxi? Piada. Trem? Humpf, era mais barato comprar um bilhete aereo para Paris ou Barcelona do que um bilhete ferroviario para Leeds. Oitenta e oito libras, Londres-Leeds, soh de ida. Da pra acreditar? E pensar que ha menos de dois meses atras eu voei de Leeds a Barcelona por vinte e cinco libras... Me pus na lista de espera, que eh quando voce da o seu nome para o motorista do onibus, e se na hora da partida alguem nao estiver lah, voce entra no onibus. Perdi dois onibus nessa (haviam outras pessoas na minha frente), e consegui embarcar num onibus as onze da noite. Mas era um parador, e soh chegaria em Leeds as seis da manha.

Chegando lah, fui pra casa, e sem ter dormido direito, continuei as arrumacoes, encaixotando as coisas e as pondo no carro. Deixaria as coisas que estavam no banco de tras na casa da Diana, namorada do Leo, e o que estivesse no porta-malas ia ficar no carro mesmo, que eu deixaria na casa da Heather, namorada do Martins. Beleza. Tudo certo. Na hora de ir embora de volta para Farnborough, a noticia: nao haviam mais vagas no onibus. Mas agora nao podia mais perder tempo, pois ja comecaria a trabalhar na manha seguinte. Morri nas oitenta e oito libras e vinte pence ("pence" eh como sao chamados os "centavos" aqui na Inglaterra). E isso soh de Leeds ate Londres. Nao haviam mais conexoes para Farnborough naquela noite. Fui a Londres, e pernoitei na casa do Stephano (ES), outro grande amigo que fiz nos aridos seis meses que passei em Londres em 2007.

Bom... papeis assinados, conexoes feitas, consegui chegar em Farnborough, e comecei a trabalhar. Nos dois primeiros dias nao estava dirigindo, apenas treinando, conhecendo as rotinas, etc. Qual era o trabalho? Ih, esqueci de falar... motorista de entregas numa empresa que vende e distribui pecas de carros. Funciona assim: o cliente faz o pedido por telefone, as notas fiscais sao impressas, um despachante vai no almoxarifado buscar as pecas correspondentes a cada pedido, e arruma numa prateleira, mais ou menos por proximidade de areas. Os motoristas ficam parados na empresa, e quando tem uma ou mais rotas prontas, distribui-se e cada um vai pra sua rota. Os clientes sao oficinas locais, e outras nem tanto assim - as vezes ficam dentro de uma fazenda que nao tem nem no mapa! Por isso, um outro investimento que tive que fazer foi adquirir um navegador com GPS (singla em ingles de Sistema de Posicionamento Global), pois um desses seria impossivel fazer as entregas em tempo habil. Com eles ja era meio dificil...

Treinei na quinta e na sexta, e no sabado fui a Londres levar uma van para pegar a minha. Mas claro que nao foi tao simples, assim. Nao... nao poderia ser, nao eh!? Senao qual seria a graca? A van pertencia a um cara que tava saindo da empresa. Soh que eu nao podia usa-la, pois os discos de freio ja estavam no metal, e tinham que ser trocados. Ai o cara aproveitou e fez a mudanca dele na van. Escolheu o caminho mais longo o possivel, e me fez ir "louvando" o caminho inteiro, com um unico CD "ao vivo" de uma banda crente, com direito a exorcismo e etc. Imagino que alguem deve ter subido no palco, e iria tao somente pular de volta na galera, mas o vocalista deve ter interpretado como um sinal maligno, e nao teve duvidas: interrompeu a cancao e comecou o ritual. Beleza. Chegamos em Londres. Sudoeste de Londres. Area braba. E a umas 10 milhas do endereco da empresa, que eh no noroeste de Londres. Soh que qualquer milha em Londres demora pelo menos uns vinte minutos para ser cruzada, ja que as obras sao interminaveis, e o transito sempre caotico. Cheguei na empresa uma hora e meia apos ter saido da casa do ex-colega. Me deram uma van que, a primeira vista, ja sabia que iria longe. A embreagem tremia mais do que uma britadeira, varios indicadores no painel que deveriam estar apagados ficavam acesos direto, e a cabina estava imunda e fedia. Nossa, como fedia. Mas ta bom. Peguei o bicho, e sai fora... sai do bairro da empresa, peguei uma via de acesso. Logo, peguei um elevado, onde ja deu pra ganhar uma velocidade... ai parei pra comer no Burger King, pois ja faziam umas nove horas que eu nao comia nada. Voltei pra estrada, ainda limite de 50mph (Milhas Por Hora), ou uns 80km/h. Logo peguei a M25, a orbital de Londres, e comecei a pisar fundo (o limite ja era 70mph, ou 110km/h... Tudo ia muito bem, ate que de repente o carro comeca a perder potencia. 65, 60, 55... quando chegou a 40mph, percebi que era game over pra mim ali naquela estrada, e ja na banguela, fui pro acostamento. Abri o porta-luvas e constatei que nao havia o tal do colete luminoso que somos extremamente recomendados a por ("por" com "^") quando saimos de dentro do carro, nos paises da Uniao Europeia. Liguei pra empresa, e ambos concordamos que era o motor de arranque. Mandaram o reboque, e voltei pra empresa. Ai me deram uma van novinha, um Berlingo, da Citroen, belezinha! Cherando a novo...

Peguei a estrada, e por volta das onze da noite cheguei em Farnborough. Tava moh galera lah em casa, e ficamos bebendo e conversando ate umas quatro da madrugada. Falando em "lah em casa", deixa eu falar um pouco sobre a casa... Era uma casa muito legal. Bom, ainda deve ser. Habitada por uma familia de portugueses/angolanos, eram bem brasileiros no coracao. A Laida eh a lider do grupo. Nascida na Angola e radicada no Brasil por mais de 20 anos, ela mora com a sua mae, a "dona" Merces, uma senhora portuguesa de 85 anos pra lah de ativa, e com o neto, Gabriel, brasileirinho de 8 anos que ainda nao sabe bem em que idioma forma seus pensamentos. A mae do menino - nora da Laida - faleceu quando ele tinha apenas tres anos, e como o pai trabalha e ficaria meio enrolado pra tocar a vida e cuidar do menino, ela assumiu o leme nessa missao. Na casa tem um quarto de reserva, que ela aluga pra ajudar no orcamento. A casa tem um belo quintal nos fundos, desses que a gente ve em qualquer casa de suburbios do Rio. Tem ate uma churrasqueira, onde fizemos varios churrascos. Nesse quarto ficamos eu e o Martins. Soh havia uma cama e um colchonete, e nos revezavamos semanalmente para dormir na cama.

E o trabalho foi seguindo, junto com a vidinha feliz e calma. Trabalhando de 8am as 5.30pm, com 40 minutos de almoco, e mais quantas paradas te desse na telha de fazer, ja que nao tinhamos um controle dentro da van. Pegava o roteiro, botava os CEPs no GPS, e ia fazer as entregas, ouvindo musica, parando pra tomar um cafezinho, fumar um cigarro, conversar com os mecanicos que eu ia conhecendo, etc. No fim da tarde, encontrava o Martins em casa, e iamos ao pub na esquina, beber uns pints e jogar uma sinuca. As vezes, numa noite de bebedeira mais seria, ainda paravamos para um Fish&Chips no caminho.

Ate que um belo dia, a "casa caiu": o Martins foi trabalhar (trabalhavamos em filiais diferentes), e ja quando chegou, foi informado que a matriz em Londres mandou ele voltar pra casa. Ele voltou e me ligou. Fiquei preocupado, e continuei meu roteiro. Quando voltei a filial, havia um recado no meu quadro (onde eu escrevia os roteiros que ia fazer), dizendo para eu ligar para a matriz. Liguei e fui informado de que, devido a um corte nos funcionarios terceirizados, eu estava sendo demitido, pois a ordem/criterio de demissao eh a partir do mais novo. Deixei a van lah mesmo, e me deram uma carona pra casa.

Quando cheguei em casa, o Martins ja tava se resolvendo: oferecam pra ele uma vaga na matriz em Wembley, noroeste de Londres, e ele aceitou. Tava se mudando naquela segunda mesmo. Eu resolvi ficar mais uns dias, esfriar a cabeca e ver o que ia fazer. Como no fim de semana tinha recebido a visita da Ellis - amiga espanhola que mora em Dubai, onde trabalha como comissaria de voo da Emirates -, tinha passado os ultimos quatro dias falando em espanhol, e a saudade da Espanha aumentou. Tambem me reaticou a ideia de voar, ja que as conversas e as fotos dela sao de fazer qualquer um que goste do ramo pensar em se mudar pro Emirados na hora. Pronto. Em pouco mais de 24 horas eu ja havia feito a minha decisao: quero cair fora desta ilha.

Mas Dubai nao eh logo ali, e nao sei escrever em rabiscos. Nao que o idioma fosse problema, pois ali se fala ingles como nos EUA. Mas nao tenho emprego lah, nem tampouco um visto pra entrar no pais. Entao a opcao foi a Espanha. Mas nao cometeria o mesmo erro de regressar ao norte, onde ainda se ve muito da Espanha rural, quase que lembrando os tempos do Franco. Escolhi Barcelona, cidade grande, com um estilo de vida que se assemelha ao do Rio de Janeiro, e onde moram familiares que teria certeza de que me dariam um teto ate eu me arrumar. E sei que trabalhar em Barcelona nao eh dificl. Bom, nao sei, ainda vou descobrir. Mas ja fui informado de que nao eh dificil conseguir trabalhos lah... e mesmo empregos formais.

Liguei para a minha tia/prima Maricarmem, comprei uma passagem soh de ida, e comecei a fazer as malas. A Laida ja tinha um casal pra por na casa, e eu ja havia passado do dia que tava pago, e sei que ela precisa da ajuda do aluguel. Falei com o Julian, e pedi para morar na casa dele. Era dia 22 de agosto quando o Guilherme (SP), grande amigo que fiz lah no sul, me trouxe a Londres, ate a casa do Julian. O cara trabalhou o dia inteiro na van, depois fez quatro horas de entregas pra um restaurante de comidas indianas no carro da Laida, e depois dirigiu as quase 80 milhas necessarias para me levar da casa da Laida ate a casa do Julian. E ainda voltaria pra sua casa, que seriam aquelas 80 milhas mais umas 30. Enfim... amigos que fazemos pelo caminho, e que ficam marcados.

Naquela sexta a noite, era vespera de feriadao aqui, e tinha uma galera na casa do Julian, pois naquela madrugada sairiamos para acampar no Lake District, no condado de Cumbria, ultimo condado antes da fronteira com a Escocia. Longe. Muito longe daqui. Bem depois de Horton, que ja eh longe pra cacete de Londres. Fomos acampar, o fim de semana foi bacana, embora com chuva, e voltamos a Londres.

Nessas duas ultimas semanas, nao tenho feito bulufas, a nao ser ver Discovery Chanel, Animal Planet e National Geographic - eh, eu sei, nerd, neh... foda-se! Eu gosto... Bom, tambem nao tenho feito soh isso... tem sempre aquela cerveja gelada e o papo animado no fim do dia, quando o Julian e a Teresa chegam do trabalho.

Ahhh... esqueci uma caixa na casa da Laida. Mas que caixa? Ora, eu separei varias caixas para enviar para o Brasil, com todas as quinquilharias que adquiri ao longo destes poucos anos que morei aqui no Reino Unido. Na sexta, quando o Guilherme me trouxe ate aqui, trouxe tambem umas dez caixas. Mas durante a semana, enquanto eu fazia um "check list" pra ver se tava tudo em ordem, percebi que faltava uma. Era um aparelho de som, que ja tenho desde que cheguei aqui. Na manha seguinte, peguei um trem e fui a Farnborough. Passei o dia lah com a Laida - e aproveitei pra filar uma boia, ja que ela eh cozinheira de mao cheia! - e de tarde peguei um trem de volta - apenas com uma caixa de 12kg no ombro. Nesta ultima sexta, cinco de setembro, a empresa veio aqui, empacotou e levou tudo, o que espero que chegue no Rio em novembro.

No ultimo fim de semana de agosto, tive um churrasco na casa do Marat, amigo do Casaquistao, e foi bom demais. Pouca gente, eramos sete, e mae dele fez umas paradas tipicas de lah, putz... Depois ele contratou uma limosine para levar a gente da casa dele ate o centro de Londres, com algumas garrafas de champanhe dentro... Fomos para o tal do Guanabara, que, como o nome sugere, eh um lugar de musica brasileira. Me lembrou o Tijuca Tenis Clube, mas um pouquinho pior. Nao durei muito ali. Samba pra ingles ver e apresentacoes de algo que se assemelha a capoeira sempre acontecem nesse lugares. Ali nao foi diferente. Me despedi da galera e fui com o Stephano para o The Players, piano-bar bacanissimo que sempre salvou as minhas noites em Londres. Ficamos ate umas duas da manha, e fui dormir na casa dele. No domingo, vi o jogo Chelsea 1 x 1 Tottenham (gols de Belletti aos 28' e do Bent 45', ambos no 1o. tempo), que alias nao foi muito bom (esperava mais do "Big Phil" Scolari), e pro fim da tarde fui encontrar com a minha prima Rachel, que ja nao via desde comecos de 2007, quando estivemos juntos no Rio de Janeiro. De la eu voltei pra UK, e ela foi pros EUA. Mesmo tendo chegado aqui em meados de janeiro, eu ate hoje nao tinha conseguido encontra-la, pois sempre acontecia algo. E dessa vez quase que nao foi tambem. Fiquei sem bateria no telefone no meio do caminho, e tive que tentar me lembrar da mensagem com as instrucoes que ela havia me enviado. Nao consegui de primeira, mas numa segunda tentativa achei.

Morando numa grande casa, mas com outras onze pessoas, a casa tava bem agitada pra um domingo a noite. Sendo a maioria brasileiros, fizeram um churrasco. Eu me lembro de ter aberto a minha ultima cerveja por volta das 4.40am!! Pra quem nao se via ha bastante tempo, a noite foi de muito papo...

E agora estou aqui, aguardando a hora de embarcar, e ver o que me espera na Espanha. Uma coisa eh certa: o tempo vai estar bem melhor do que aqui nessa ilha. E a economia tambem, ja que a Espanha tem crescido muito, ao menos entre os paises da Uniao Europeia, ao mesmo passo que a Inglaterra - ou melhor, toda a Gra-Bretanha (o que significa a Inglaterra, a Escocia e o Pais de Gales, mas exclui a Irlanda do Norte) - tem estado muito mal das pernas, economicamente falando.

Vamos ver o que vai acontecer em terras catalas...

Obrigado a todos por terem estado comigo durante este texto todo.

Um abracao a todos!

Saturday, June 28, 2008

Como eh que eh!?


Copiei isso do blog de um amigo meu, que leio - e recomendo - sempre: Leandro Ravaglia, cujo link esta aqui ao lado.

Me custou um pouco a cair a ficha, e em principio (por favor, nao venham me dizer que era pra ser "a principio", porque sei que nao eh, ok?) fiquei meio sem saber o que fazer: se parava de ver, se ficava puto pela brincadeira de mau-gosto do amigo que havia postado isso, ou se apenas ria e gastava aqueles quatro minutos e vinte e tres segundos da minha vida pra tentar entender como eh a cabeca de gente como essas - e me entendam, me refiro a das meninas, porque a do senhor em pauta no clipe esta totalmente fora de cogitacao. Nao quero nem tentar entende-lo, pois sei que vou eh complicar a minha ainda mais.

Resultado: Fiquei vendo ate o final. Quem quiser tentar, da o play ai e divirta-se. Detalhe para a sincronia das cabecinhas prum lado e pro outro, e para a sincronia - ou falta de - das vocalistas com a batida da base da musica.

Wednesday, April 30, 2008

"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

'Navegar é preciso; viver não é preciso'.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça."

(Fernando Pessoa)

[Nota de Soares Feitosa (escritor brasileiro):
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu]

[Nota do autor deste blog (viajante pretencioso):
Eu achava que a famosa frase que eh titulo do poema de Pessoa era do Fernando Magalhaes; aih, quando fui escrever o texto que estah no dia 24 de janeiro deste blog, descobri que era atribuida a Bartolomeu Dias; depois dessa nota aih do cearense Feitosa, ja nem sei mais o que dizer...]

Sunday, April 27, 2008

das Wasser-Bett Witz ( versteckte Kamera ), ou... A piada da cama d'agua ( camera escondida )



Esse video nao eh novo; ja rolava pelo You Tube no comeco de 2007. Mas toda vez que assisto dou boas risadas...

Detalhe pro "Scheiße!" ("merda!", em alemao) que a menina de azul solta no minuto 1:32 e pras duas senhoras com peso "avancado" no minuto 2:44, que sao as ultimas vitimas... muito engracado!


OBS.: Video em alemao, sem legendas.

Sunday, April 20, 2008

Kid Rock - American badass



Nessa sexta a noite, tava aqui na sala, bebendo com uns amigos e jogando conversa fora, enquanto passavamos pelos canais de musica.

Eis que vem esse video clipe. Achei que era coisa novas, mas depois fui verificar que na verdade data de 2000.

Ja conhecia o Kid Rock. Mais pelo seu lado country do que pelo de rapper, ja que pra mim ele sempre esteve mais associado a Sheryl Crow e ao Lynyrd Skynyrd (aquela banda que toca Sweet home Alabama) do que ao Rev Run do Run DMC e ao Ice Cube, que depois vim a saber que tambem sao "chegados" dele. E aih descobri tambem que ele eh amigo do James Hetfield do Metallica. E achei essa musica muito foda. Alem do mais, a ideia de usar a musica Sad but true do Metallica como base sampleada agrada muito mais aos meus ouvidos do que o Voltmix que os nossos rappers do Rio insistiram em usar incansavelmente por mais de 10 anos...

PS.: Detalhe pra participacao especial do idolo Ron Jeremy!!

Tuesday, April 8, 2008

Uma partida de futebol / Onda de pouca sorte...





Ultimamente tenho andado muito preguicoso...

Tambem vah lah que nada demais tem acontecido, ja que tenho segurado a onda na gastacao de dinheiro, e diferente do Brasil, aqui nao da pra comprar meia duzia de cervejas e ficar bebendo no quintal, conversando... nao eh assim que funciona, por aqui... Ate porque com a temperatura chegando a -5ºC durante a noite, nem rola mesmo de ficar na rua, neh...

Talvez por isso o blog esteja meio parado...

Se bem que desde o dia 5 de fevereiro eu ja nao moro mais em Richmond Hill, bairro que eh o equivalente ao bairro de Ramos, na zona norte do Rio de Janeiro. Me mudei para o bairro de Headingley, que eh como o bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio, mais para o centro que para o sul, mas eh classificada como sul. Mas enfim... bairrinho legal, com varios barzinhos bacanas e gente interessante.

E por ser o bairro mais proximo a universidade, tambem eh reduto de estudantes de todos os cantos do pais - e do exterior - que vem para ca atraidos pela tradicao da universidade, precos acessiveis e uma noitada mucho loca. Ate que eu deveria ter coisas interessantes para postar, neh...

Mas aih as coisas acontecem... as duas fotos significam um post duplo, ou seja... eh para quem tiver com tempo para ler, pois algumas coisas aconteceram...

Bom, corrigindo o que escrevi no primeiro paragrafo, nada demais HAVIA acontecido na minha vida, nos ultimos dias... ate que as fotos do meu carro aqui em cima dizem que algo finalmente aconteceu: fui vitima da violencia que assola qualquer sociedade no mundo; bom, imagino eu, neh... porque se no Rio de Janeiro isso nunca me aconteceu, nao seria aqui num dos bairros mais legais de Leeds que eu iria imaginar que isso poderia acontecer comigo... Mas vamos comcecar do comeco...

Tudo comecou na quarta, dia 26 de marco, quando fui a Londres pra ver o jogo Brasil 1x0 Suecia, no estadio do Arsenal... (daih a outra foto). Foi um jogo comemorativo aos 50 anos que o Brasil meteu 5x2 na Suecia, que nos valeu o nosso primeiro titulo de campeoes mundiais... Apesar do frio e do primeiro tempo bem morno, o segundo tempo ate que foi bem animado, e finalmente rolou o gol (alias, Pato... quem eh esse cara, hein? Alguem pode catch me up ai, por favor?). Enfim... foi maneiro ver a selecao jogar, eu nunca tinha visto... Julio Cesar mandou benzao nas vezes que foi acionado... Quando o Dunga botou o Anderson no segundo tempo, toda vez que ele tocava na bola a galera vaiava... eh o motivo eh porque ele joga no Manchester United, e tava no estadio do Arsenal, que eh o "inimigo"... E o estadio - que foi todo reformado - eh foda, maneiro mesmo.

Bom... ate aih tudo bem... o lance eh que, na ida, ainda de manha, eu tava na M1 (rodovia que liga Leeds a Londres), e apos sair de casa com tempo nublado, pegar um sol de lascar, depois uma chuva de nao ver 10 metros a frente, e depois uma nevasca de me fazer dirigir em terceira marcha e a 30mph, numa rodovia de 70mph, o tempo melhorou e veio o fato: um caminhao que passou por mim logo no comeco da viagem e numa manobra brusca largou varias pedrinhas pela estrada, acertou uma num cantinho do meu parabrisa, e fez um pequeno pontinho, mas que me desenhou uma p*rra duma linha de rachadura de mais ou menos uns 15cm em frente ao meu volante...

Como ainda nao fiz o M.O.T. (vistoria), provavelmente vou ter que trocar esse parabrisa para poder passar, coisa que nao deve ser barata. Alias, mesmo que os caras da vistoria nao mandem, vou querer trocar mesmo assim, pois parabrisa eh parada seria. Se aquela merda for atingida por qualquer outra pedrinha, pode rachar e estilhacar a p*rra toda, e algo mais serio pode acontecer.

Mas ainda nao troquei... e tava levando... afinal, estou saindo de ferias em seis semanas, rumo a Espanha e a Franca, e nao queria ter nenhum gasto alem dos necessarios ao cotidiano...

Aih na semana passada (na quarta, dia 02 de abril), eu tava de folga, assistindo meu Discovery, quietinho, qunado vi um pacote com balinhas e chocolates do lado do sofa daqui da sala... e gordo, voces sabem como eh, neh, nao pode ver essas coisas... peguei umazinha soh, e na primeira mordida, PAHH!! O que parecia ser um chocolate ao leite, macio e suave, era na verdade um caramelo, duro igual a uma rapadura, e tomei um puta choque no dente, e junto com o choque perdi uma obturacao, de um dente lah de tras... Agora, qualquer coisinha gelada que eu ponho na boca, tenho que desviar pra esquerda, dentro da boca, senao eh choque... E caso alguem tenha se perguntado se eu vou ao dentista consertar isso, a resposta eh: esquece! Dentista aqui no UK, alem de ser caro, eh arriscado. O motivo? Simplesmente porque nao sao dentistas; ao menos nao como temos a ideia de dentista no Brasil. Aqui nao existe faculdade de odontologia; os caras fazem a faculdade de medicina, e quando chegam na epoca de escolherem uma especializacao, uns optam por cardiologia, outros por psiquiatria, etc, e outros optam pela odonto. Ou seja: o cara aprende em um ou dois anos (nao sei ao certo), o que os nossos dentistas aprendem desde o primeiro periodo de faculdade. O resultado? Eles parecem que tao mexendo num motor de carro, quando estao trabalhando na sua boca... delicadeza zero! Enfim, como o meu pai - O Barreto - costuma dizer: To fora!

Aih beleza...

Nesse ultimo domingo a noite, dia 6, eu tava em casa, quietinho, vendo Lost (aquela serie muito louca, que acabei ficando meio que fissurado em ver tudo de uma vez, ja que um dos caras que moram aqui em casa tem os DVDs, e aih tenho assistido na ordem, pra tentar entender aquela sucessao de perguntas sem respostas). Enfim, tava eu assistindo Lost, quando o Leo (brother aqui de Leeds) me liga e me chama pra ir jogar sinuca no Sports Cafe, que eh lah no centro. Falei que nao, que tava duro, tava nevando, nao queria sair, mas ele usou argumentos fortes - falou que tava com a mina dele, e que ela tava com mais tres amigas (por sinal, das tres tinham duas russas muito da gostosa!) -, e eu acabei indo. Como estava duro e dirigindo, bebi soh um pint. Ate que a noite foi bacana; as meninas eram legais, solteiras, assanhadinhas e tal, mas eu nao tava muito no clima... fui mesmo pra fazer a social.

Voltei pra casa cedo, ja que ia trabalhar na manha seguinte.

Quando cheguei em casa, mais ou menos 11.30pm, nao tinha mais vaga na minha rua, entao parei na rua transversal, que era o unico ponto proximo a minha casa que tinha vaga. Aih na segunda de manha, acordo pra ir trabalhar, e na hora que ponho a chave pra abrir o carro, surpresa: a porta estava destravada. Ora, eu nao havia bebido nada na noite anterior - soh um pint -, e nao entendi... olhei para dentro do carro, e constatei: haviam roubado meu radio. Putz... quebraram um daqueles vidrinhos triangulares de uma das portas de tras, abriram o carro, e arrebentaram duas partes do painel, pra levar o radio - que foi com frente e tudo, ja que sempre deixei a frente do radio no estojo dentro do porta-luvas... (vide a foto-motagem acima)

Ja meio atrasado, limpei os cacos de vidro que cairam no banco da frente, e fui trabalhar. Durante o servico, vi dois policiais passando pela rua, e pedi para que me fizessem o P.R. - Police Report, equivalente ao nosso B.O. no Brasil -, para que eu pudesse acionar o seguro, e ver se valia a pena.

Os policiais foram maneiros, fizeram a ocorrencia, e na segunda a tarde mesmo, um outro cara foi lah no Caffe Nero, e me pediu para acompanha-lo ate o estacionamento, pois gostaria de fazer uma pericia no carro. Beleza, fui lah. O cara, com uma malinha tipo C.S.I., saiu passando um pincel com grafiti pelo meu carro... Nao encontrou nenhuma digital ou marca de sangue, pois falou que o ladrao provavelmente usou luvas, e apenas identificou a forma como ele arrombou o vidro: usou uma chave de fenda pra forcar o vidro pela parte da borracha, ate que ele trincasse e se rachasse em pedacinhos, pois dessa forma nao faria nenhum barulho, ao inves de dar um porradao, que no meio da noite ia fazer moh barulhao. Aih foi isso... me deu o numero da ocorrencia, apertou minha mao e me desejou boa sorte.

De noite, falando com os caras do seguro, vi que nao ia valer a pena, pois para ter meu seguro a um preco bem baixo, eu coloquei uma franquia lah no alto - £1,200.00!! Ou seja, mais que o dobro do valor do carro, que eh um Nissan Sunny 93/94...

Resumo da opera, morri com o peido dentro: vou ter que trocar o parabrisa, trocar o vidrinho da porta (ainda bem que nao foi um vidro de janela, pois seria mais caro!), duas partes do painel (como o carro eh velho, vou ter que procurar em ferro-velho, pra tentar achar um igual), e ainda vou ter que juntar dinheiro pra comprar um outro radio (aquele era um Sony Xplode MP3 eu planejava levar pro Rio, quando eu fosse embora).

Ca%*!#o... serah que o raio nao cai no mesmo lugar duas vezes naum?? Porque eu acho que eu devo estar com um para-raios instalado sobre mim, pra tudo isso ta vindo assim, de uma soh vez...

Bom, amiguinhos... por hoje eh soh... espero que na minha proxima postagem eu venha com noticias mais animadoras, ou ao menos mais otimistas... porque essa semana ta brabo.

Um grande abraco a todos! Ate mais.

Tuesday, February 5, 2008

Rio de Janeiro, 1936



Video documentario de 8 minutos feito pelos estudios MGM. Coisa rara de ser ver sao imagens em cores do Rio Antigo, e aqui estao. Observem o centro e a zona sul da cidade antes das invasoes das favelas e da quebra do gabarito da cidade, que permitiu que construcoes cada vez mais altas transformassem a paisagem da Cidade Maravilhosa. Um video obrigatorio para qualquer brasileiro, carioca ou nao.

Quem quiser ver o video em tela cheia, use o link abaixo, que abrirah uma janela com o YouTube, e aih eh soh clicar no botao correspondente.

http://www.youtube.com/watch?v=TGSWAZCGOWE


OBS.: Video em ingles, sem legendas.